A intervenção na Federação Maranhense de Futebol terá sua última chance de definir os rumos da administração no dia 13 de novembro. A audiência de conciliação, determinada pelo juiz Douglas Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, busca um consenso para resolver um impasse que se arrasta há mais de um ano, desde o afastamento do presidente Antônio Américo e a nomeação da advogada Susan Lucena como interventora.
O período de atuação da gestora provisória deveria ser de apenas 90 dias, tempo suficiente para a realização de eleições. Contudo, o ex-presidente recorreu ao STF, enquanto a Confederação Brasileira de Futebol questionou a legalidade da intervenção. O ministro Flávio Dino, do STF, decidiu adiar o pleito e outras ações administrativas até que as partes envolvidas chegassem a um acordo.
Duas audiências já ocorreram em março e maio deste ano, mas sem consenso entre as partes interessadas, que incluem a CBF, o MP e o ex-presidente Américo. A próxima audiência poderá ser a última, e se a discórdia persistir, a decisão final caberá ao Supremo Tribunal Federal.
O mandato de Antônio Américo termina em dezembro, e a interventora já afirmou que não pretende se candidatar a continuar no cargo, ao contrário de seu antecessor, que mudou de ideia após a mesma situação e ocupou a posição desde setembro de 2011. Essa indefinição tem gerado um silêncio entre os possíveis candidatos às próximas eleições.

