Nesta quinta-feira (17), o mercado financeiro apresentou volatilidade, com o dólar revertendo sua queda e passando a operar em alta em relação ao real. Essa valorização está diretamente ligada ao anúncio do governo federal sobre o reajuste nos valores do programa Bolsa Família, que gerou novas preocupações sobre o equilíbrio das contas públicas.

Os benefícios do Bolsa Família terão um aumento médio de cerca de 15% a partir de outubro, elevando o valor mínimo pago por família de R$ 600 para R$ 691. O Ministério do Planejamento e Orçamento estima que o impacto fiscal dessa medida será de R$ 5,8 bilhões para 2026 e R$ 22 bilhões para 2027, o que provocou a elevação das taxas dos juros futuros (DIs de longo prazo).

Além disso, a reação dos ativos financeiros também reflete a incerteza política e a atenção às pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. Um levantamento da AtlasIntel/Bloomberg mostrou estabilidade no empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com pequenas variações numéricas.

No cenário da política monetária, os agentes econômicos consideraram as decisões do Banco Central do Brasil, que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 13,75% ao ano, e do Federal Reserve, que elevou a taxa nos EUA para o intervalo entre 3,75% e 4,00%. O índice Ibovespa, por sua vez, apresentou uma oscilação negativa moderada, sendo parcialmente sustentado pelo desempenho de ações de empresas exportadoras e do setor de commodities.